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quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Particularidades


Quem sou eu?

Foi a maria-arvore que me passou a tarefa de me particularizar em seis pormenores dos mais coladinhos a mim. Daqueles que fazem de nós seres diferentes de todos os outros, não pela diferença em si mas pela combinação de todos entre si.
O que resulta dessa combinação – eu – tem a ver com uma mania inata de me apaixonar por todas as coisas e de as viver até ao limite; tem também a ver com o meu nariz empinado e com a incapacidade de sorrir quando não me apetece. No geral aguento as pisadelas até ao momento em que me salta a tampa, por isso sou pouco polida nas reacções, mas só às vezes, porque normalmente digo com os olhos, que são sempre o meu espelho e são muito bonitos.
E… com tanta conversa esqueci-me do que vinha fazer aqui. Era suposto vir dizer a verdade – ou seja, que não compreendo os homens; que ando à procura de um companheiro compatível e ele não aparece; que à conta dessa procura vou provando daqui e dali porque só a experiência empírica pode desempatar nas indecisões; que sou muito gulosa e exigente nas provas, que me farta a conversa fiada e que as particularidades de cada um variam consoante as ocasiões, a idade que se vai tendo e a definição de objectivos que se vai fazendo na vida.
Não sei se isto chega, mas é que hoje está a puxar-me a escrita para a nostalgia!
Vou-me já embora!

terça-feira, janeiro 08, 2008

Analfabeta-me


Por sugestão deste blog e inspirada num textozinho mal empregado, que é o do anúncio, resolvi falar a sério a brincar:





Tirem-me o A de todos os Amores vividos e por viver e o B dos Beijos, a ver se me importo.
Tirem-me o C da Cama e levem também o C dos Cornos com que fui brindada ao longo da vida;
Tirem-me o D dos Dias felizes ou o E dos Encontros e eu encontrarei outras formas de enfrentar a vida.
Tirem-me o G de todos os Gostos e eu arranjarei desgostos abençoados;
Tirem-me o H da História que às vezes me enfastia de tanto a saber de cor, o I das Ilusões efémeras, o J de todos os Jogos com falsas terminações e o L da Libido dos sábados à noite e eu terei todos os outros dias da semana.
Tirem-me o M das Melhores sensações e levem também o M dos piores Males.
Tirem-me o N das Noites mais suadas ou o O dos Ódios que nunca guardei para depois e eu suarei durante os dias mais gelados.
Tirem-me o P dos Prazeres benditos e eu converterei os malditos em satisfação.
Tirem-me o Q de todas as Questões impertinentes; o R dos Restos, o S da Sarna que em certos dias arranjo para me coçar.
Tirem-me o T de Todas as Tentações e eu tentarei tornar-me Tentadora.
Tirem-me o U do Último dia que preciso Urgentemente de adiar; e o V das Vitórias mal digeridas.
Tirem-me também o X dos Xaropes que não curam e o Z das Zangas que nunca melhoraram.
Porém… deixem-me o F.
Depois de me tirarem todas as letras não poderei mais ser eu. Só me resta pois um grito... Foooooooooda-se!



quinta-feira, dezembro 20, 2007

Fausta Literata

Embrenhei-me nos subgéneros do romance.
Gosto de investigar aquilo que me interessa e quando me interessa. Obrigações, bem bastam aquelas do sustentozinho, que uma mulher não pode andar por aí aos caídos.
Percorri as nomenclaturas e diverti-me porque para cada um dos achados eu tinha a correspondente representação, mas é que aquilo batia tudo certinho, sem tirar nem pôr.
A meio da aventura conheci um romancista, bem entendido, posto que sou mulher pragmática e nunca teorizo sem poder dar o jeitinho à experimentação.
Venho pois, partilhar convosco um pouquinho do que aprendi como actante, mesmo parecendo pretensiosa, que é coisa que nunca pretendi ser. Porém, já que criei este espaço para que se veja a minha erudição por que não torná-lo extensível à minha… Paixão! (ou é ao contrário?)
Pois bem, de romance em romance resolvi que dos de cavalaria ando eu cheia, se bem que de picaresco os cavaleiros tenham pouco e eu, quase a deslizar para o género pastoril, pois que estou a abarrotar de sentimento, decidi que doravante só embarco num romance de aventuras, barroco quanto baste para que o epílogo seja de bom desenlace, sem dramas pelo meio, que de folhetins ando eu fartinha até ao âmago da minha pobre microestrutura. Vou, pois, focalizar-me no acto de linguagem, pelo menos como incipit de uma montagem em que só a pluralidade de registos poderá levar a um myse en abime mais-que- perfeito.

domingo, maio 27, 2007

tomates?????

É pá será mesmo complexo das gajas, isto de não ter testículos? *

Sinceramente… eu que os tenho - não os testículos, salvo seja, mas os tomates – e que sou uma gaja, não vejo qual a necessidade de auto-promoção através dos ditos.
E depois a fulana manda-se assim para tudo o que é blogue a dizer que há prémio e não sei quê!... mas tanto quanto me apercebi vai só deixar a marca… o resto é conversa porque ler o que cada um escreve dá cá uma trabalheira… e se assim é, como é que ela sabe se cada um tem tomates ou não?
A blogosfera deve andar maluca…

A pretexto dos direitos humanos??? **

Que um gajo os coce em público para que os olhos de quem passa lhes avaliem o tamanho, ainda se percebe. Eles precisam disso para se fazerem homens. E para que se saiba que não são chumaços...
Mas uma mulher?!!!!
Alguém me explica por que é que aqui precisaram de promover a tomatada a troco da ideia de que o prémio vale a sujeição?
Prémio com tomates?
Sim, devia ser bom, mas eu teria de os ver claramente vistos! E apalpá-los!





* Foi uma gaja que teve a ideia de andar a distribuir tomates, mas não a divulgo aqui, ou estaria a dar-lhe a milionésima possibilidade de ser vista…



**confirmar em qualquer blog... todos têm sido nomeados.


quarta-feira, janeiro 17, 2007

Testicocéfalos?


Eu não tenho culpa.

É mais forte que eu, mas se deus pôs no mundo uma criatura com tantas e tão impressionantes características não foi por acaso. Tem defeitos? Ah pois sim, mas todas sabemos que Adão também os tinha, com aquela mania de andar a fazer mijinhas por todo o lado quando se apercebeu que, dos dois, ele era o único a possuir a capacidade de as fazer de pé. Há heranças eternas! Mas se é criatura de deus não pode ser tão destituído de virtudes. É por isso que quando olho para um homem não posso deixar de imaginar o que está lá dentro.

Onde?

Podendo parecer que é ali mais ou menos ao nível do quadril – ali relativamente próximo do eixo transversal situado no plano onde se efectuam os movimentos de flexão e extensão; ou talvez um pouco acima, no enfiamento do eixo vertical que faz as rotações externa e interna – a verdade é que por causa de uma extensão que leva o membro inferior para trás do plano frontal, o músculo extensor do quadril (que passa pelo centro da articulação), bem como os extensores (que estabilizam a pélvis no sentido antero-posterior) e ainda os ísquios-tibiais (que activam o glúteo maior e os músculos cuja direcção é semelhante à do colo do fémur), a verdadeira localização do dito é, no seu todo, forçada para o acetábulo, o que, apesar de tudo, também acontece com os pelvitrocanterianos e com o obturador externo e o glúteo pequeno.

Tendo, pois, como ponto de referência os músculos sustentadores do quadril, chegamos muito linearmente à conclusão de que aquilo que verdadeiramente funciona nos homens, qualquer que seja a sua localização, tem, em tudo, uma analogia directa com a imagem junta.

De tudo isto se comprova que deus soube o que fez quando manuseou a semântica da palavra testicocéfalo. É tudo uma questão de semiótica, como muito facilmente se percebe pela descrição anatómica que aqui vos deixo.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Quando eu era pequenina e pensava em ser grande...

A Marta mandou-me fazer um TPC.
Eu disse-lhe que não ia sair boa coisa, mas ela insistiu...
Ora aqui vai o exercício:

Quando eu era pequenina gostava de vir a ser cantora de festivais da eurovisão, assim bonitona e de cabelo entufado, a aparecer para toda a gente e a receber flores. E então punha-me em cima do muro do quintal, improvisava o microfone e lá vai disto: “sei quem ele é… trá-lá-lá-lá-lá-lá-rá-lá-lá-lá-lá-rá...".



Um dia convenceram-me a ir vestida de anjinha numa procissão do senhor dos passos. Era assim o mais aproximado que havia para dar nas vistas. Um vestido até aos pés e umas asas penduradas às costas eram acessórios suficientes para uma tarde de glória. Mas… livra, aquilo era lindo, só que ter de palmilhar a vila toda com um objecto votivo nas mãos, exposto num pano de cetim, era cá uma responsabilidade… e depois tinha de me esforçar mesmo para ir para o céu porque o senhor prior a quem me obrigaram a confessar os meus pecados antes da procissão fora bem duro: primeiro perguntou-me se eu tinha pecados a confessar; perante o meu silêncio disse umas coisas que eu não compreendi na altura e perguntou ostensivamente se eu já tinha feito malandrices com rapazes. Ora eu sabia lá o que eram rapazes? Só sabia que havia um que também estava à espera para se confessar e tinha reparado que ele era feio como uma noite de trovoada, desengonçado e com óculos de fundo de garrafa… tirando esse só conhecia o meu irmãozito de meses, que tinha pilinha, mas que, apesar disso, parecia ser normal.Fiquei, contudo, curiosa com a conversa do padre, que me ameaçou com uma coisa chamada penitência se eu tivesse maus pensamentos, que me valeriam uma ida para o inferno. Creio até que me mandou rezar umas avé-marias e uns pais-nossos, coisa fácil, aquilo estava tão bem decorado, até era eu que continuava a lengalenga da salve-rainha quando a D. Brites, a catequista, se deixava dormir! Foi por isso que ela me deu uma medalhinha de lata, baça, que fez as minhas delícias. Era uma santa, porque se fosse um santo, não sei que futuro teria sido o meu!Depois um dia tive um namorado que me levou para a sede dos escuteiros, que era nas traseiras da Igreja, e começou a lambuzar-me toda naquela casa sagrada e eu a arredar- me daquele Satanás que me estava a puxar para o Inferno.






Ó Marta, já viste o que fizeste, agora aqui estou eu a puxar pela memória e a lembrar os meus pecados todos!
Será que é daí que me vem esta incompreensão pelos homens?
Boa!!!
É capaz de ser, mesmo!
Já tenho assunto para a próxima sessão com o meu psicanalista (um homem, para variar… ai quem me dera compreendê-lo… é cá um pão!)

E ainda por cima, agora tenho de mandar o TPC a mais pessoas: então uma vai ser um amigo meu que não compreende as mulheres; outra amiga minha que compreende toda a gente mas niguém a compreende a ela; e o outro pode ser um gajo que aparece aqui a mandar umas bocas e que agora vai ao castigo.

Vou lá dizer-lhes e seja o que deus quiser!

sexta-feira, dezembro 22, 2006

22 de Dezembro - dia do Orgasmo Mundial pela PAZ



Quem é que podia esquecer a data?


A selecção foi difícil mas foi um prazer ...
Obrigada a todos os que se candidataram. É claro que os eliminados não eram desperdício nenhum mas eu tinha estabelecido as minhas regras.

Não posso perder mais tempo... vamos à PAZ!!!!!!!!!!

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Eu nas prateleiras de um hiper-mercado… uma questão para reflectir …



Veio ter comigo e disse-me assim de uma assentada:
- Tu contas-me tudo e eu escrevo o livro.
- Conto? Mas conto o quê?
- Tudo, sei lá!, tudo aquilo que sabes dos gajos, tudo o que quiseres dizer sobre os tamanhos, as medidas, os desempenhos, as fantasias… sei lá!
Usava aquele sei lá de uma maneira irritante.
- No meio de tantas aventuras há-de haver por aí um famoso qualquer, não me digas que não!
Que raio de conversa. Eu já sabia que não lhe podia dar confiança, mas era bem boa aquela energia toda, nos dias mais frios.
- Mas nem é por isso; basta a situação em si: já viste a capa preta assim com as letras vermelho-fogo “Não compreendo os Homens!” Púnhamos a boazona da vassourinha em lugar de destaque e …
Logo, logo não percebi onde é que o Romi queria chegar. Mas ele não se calava. Já há uns tempos que andava bem lixada por lhe ter dado bola. O rapaz era competente, não digo que não. Mas era complicado aguentar-lhe o ritmo da conversa, sempre a queixar-se que fez o curso de Ciências da Comunicação para ficar no desemprego e que o sistema estava a esmagar-lhe as capacidades e que só não criava um jornal porque lhe faltavam outsiders da sua cepa e que no Brasil é que se safava bem…
- Vais ver que rende. Nesta época vende-se tudo. Se me contares coisas escaldantes e eu apimentar um pouco as cenas... estamos governados até à próxima quadra. Tudo a meias, claro! E ainda tenho a vantagem desse teu humor me dar cá uma ponta!

Fiquei a pensar no assunto. Palavra que fiquei.
Bem sei que os blogues são lugares de desabafos e é só por isso que este textozinho não destoa dos demais. É que o Romi tem razão! Mas por que é que há-de ser a meias? Eu, Fausta Paixão, sou mulher para isso e para muito mais!
Deixo passar a quadra (pode ser que o Pai Natal me compense, caramba, tenho andado tão certinha nos últimos tempos!) e depois… mãos à obra!

domingo, dezembro 17, 2006

Eu, Fausta Paixão


Estive quase a sucumbir, amigos, mas mulher que é mulher não se deixa gelar assim por coisa tão pouca como a falta do Natalino ou de quem o substitua. É certo que aconchegar os pés não é o mesmo que dar uma queca; dar uma queca é coisa de grande amplitude térmica, começando-se normalmente pela parte mais quente mas chegando-se rapidamente ao grau zero. Gelo outra vez, lá está!!!
Noites demoradas, com uma pitada de romance à mistura e… quem sabe, um grãozinho de promessa a mexer na alma… isso sim, já vale a pena porque o calor não se perde naquela parte da cena em que se apanham os trapos caídos pelo chão. A gente puxa o cobertor para junto do queixo e encaixa-se no outro, com todo o tempo do mundo e com vontade de só acordar no dia seguinte e … bem, já estou a divagar e a desejar coisas impossíveis quando toda a gente sabe que recorrendo à velha botija também se fica aconchegado; com a vantagem de não se ouvir o outro a ressonar.
Onde é que eu quero chegar? É muito simples de perceber – é tudo uma questão de vantagens: ter os pés aquecidos é meio caminho andado para um dia termos de levar à editora as folhas escritas de um livro natalício a denunciar o cheiro a chulé, os pneus decadentes, a dentadura postiça, a psoríase nos cotovelos e, pior ainda, ao fundo das costas, coisa horrível, parecendo-se o homem com uma saca de farelo já rota. Ah!, e os comprimidos azuis na mesinha de cabeceira e o hábito de coçar os tomates com a mão que não segura o comando, quando se distai a ver televisão.
Ter os pés quentinhos é ceder depois, também, a “são só mais três folhas, querida, até acabar este capítulo” e duas horas depois vê-lo fechar o livro com um sorriso sacana a dizer entre-dentes “tenho de comprar este para o Aires e resolvo assim dois problemas: o da prenda de Natal e o do cachecol do dragão que ele exibe à segunda-feira quando chega ao gabinete".
O outro tinha razão: aqui em Portugal o que vende bem não são os escândalos sexuais, mas sim os da corrupção. Sobretudo em época natalícia, que ao menos para isso temos dois olhinhos.
E… sabem que mais? Já não me falta muito para compreender os homens: “ a corrupção e não o sexo foi sempre o maior entusiasmo português” (1).

Sucessos, eu? Como, se a única coisa que os põe de pé é o futebol!
(1) Vasco Pulido Valente, Público, 15 Dez. 2006

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Sirvam-se... cada um come do que mais gosta...



Enquanto vamos esperando... temos de ir ingerindo umas calorias.

Hoje é por minha conta!

Se quiserem mais é aqui...

domingo, novembro 26, 2006

ANÚNCIO MUITO URGENTE

22 de Dezembro

Dia 22 de Dezembro é o dia escolhido pela Organização Global Orgasm para um grande desafio: um Orgasmo Global Sincronizado pela Paz.
Dada a dimensão da causa, este orgasmo tem regras e exige (mais do que todosos outros) sintonia e entrega total, não só com o parceiro escolhido mas com o mundo em geral.



...é já a 22 de Dezembro?

... tenho de agir com muita eficácia.
Afinal este mês é trágico, com a lista de prendas para comprar, as filas nos shoppings e a decoração da casa para fazer. O que vale é que estou a dieta para ver se me posso esticar depois, nas festas. Pelo menos não tenho que cozinhar, basta-me ir ali à charcutaria e trazer uns rissóizinhos e umas empadas. A dona é muito gentil, faz tudo com ingredientes light...

Então é assim:



URGENTE

Procura-se homem que queira contribuir para a paz no mundo



Aguardo as respostas e os contactos. Marcaremos os testes de selecção com toda a urgência necessária.
Afinal está em causa a PAZ no MUNDO.
Querem melhor causa do que esta?
Acham que vale a pena correr riscos? É que a guerra ronda-nos; se não fizermos nada como vão ficar as nossas consciências para o resto da vida?

P.S. Será que vai dar tempo de fazer os testes aos candidatos até à data proposta?


segunda-feira, novembro 13, 2006

As manias da Fausta em dia NÃO.

... 'tou fartinha destas coisas do pessoal andar a bater à porta para a gente revelar coisas da nossa intimidade. Já me chegavam os gajos da markteste com telefonemas dia-sim-dia-não, para aquilo das sondagens...
Há uns tempos decidi adiar o pedido dele. Mas agora foi também ela...

Então lá vai o relato completo das minhas manias.
Mas vejam como fiquei verde com o esforço...



Tenho a mania de acreditar que as pessoas que me visitam pensam que eu sou brincalhona e não levam a sério as minhas queixas mas juro-vos aqui, do fundo do meu coração, que tudo o que aqui lêem é a pura das verdades e que eu seja ceguinha destes dois se for ao contrário.

Tenho a mania de dar conversa a todos os homens com quem me cruzo pelas esquinas da vida à espera de encontrar num deles o príncipe encantado que me fará feliz, mas estou a ver que tenho de seguir os ensinamentos daquelas histórias antigas e começar a coleccionar sapos a ver quando é que algum me pede para quebrar o feitiço, transformando-se ali mesmo num jeitoso completo e de preferência servil.

Tenho a mania de pensar que tudo o que vem à rede é peixe mas depois levo barrete sobre barrete porque andam por aí umas peixas disfarçadas, montadas em redes de malha duvidosa que talvez não sejam peixas mas polvas a estenderem os tentáculos cá para o meu lado mas eu de tentáculos gosto apenas dos que trazem um gajo musculado agarrado, de preferência com voz grossa e pêlos no peito.

Tenho a mania de não ficar muito tempo presa a questões complicadas e se sinto que o meu coração anda doente por causa de desgostos de amor ou de outro tipo ainda mais inútil, como intrigas de mulherio e coisitas assim mesquinhas, pinto o cabelo de louro muito claro por uns dias e é remédio santo – varre-se-me a memória por completo.

Tenho também a mania de achar que ter manias é coisa para gente muito chata e como não tenho pachorra para tais enganos vou acabar a conversa por aqui e vou ver se o gajo que trago sob vigilância (confesso que comecei pelo arquitecto) tem algum projecto para esta noite ou se precisa que eu lhe explique o que é um plano de pormenor. Se vier com conversas de insustentabilidade ou com estilos minimalistas mando-o especializar-se em arquitectura sanitária, que é o que neste momento vende melhor!

quinta-feira, novembro 09, 2006

Com um coração destes como é que uma mulher pode ter calma?


Não, ainda não desapareci.
Ando a ver se controlo este coração para não vir para aqui em ardores suspeitos.
Arrefecendo um pouco mais já poderei contar-vos a história. Ou as histórias... porque uma aconselhou-me um jornalista e a outra disse que um arquitecto é que podia ser a minha salvação.
O que é que acham que fiz? Tratei logo do assunto, que o hi5 tem de servir para alguma coisa de útil. Depois das provas dir-vos-ei qual foi a opção.

P.S. ... e mais um pombo que anda por aí a arrulhar...
logo eu que adoro que me arrastem a asa!

terça-feira, setembro 26, 2006

Não sou mulher para adiar decisões

Ele tem um não sei quê... um pormenor, uma graça inata... qualquer coisa que me atrai à distância.

Está decidido: vou a Espanha.

Hasta la vista...

quarta-feira, agosto 02, 2006

As coisas do oculto e as que ficam ocultas



Ele dizia ser mestre do oculto e eu, que me pélo por brincadeiras que metam esconderijos e por poderes sobrenaturais, daqueles que depois desabrocham na sua plenitude mais vertical, cedi em acreditar só para ver se as coisas ocultas tinham mais sabor do que as que são claras como a água e normalmente se desfazem nela como a gelatina dita rija que envolve as cápsulas que a gente às vezes engole.
Ouvi relatos maravilhosos, soube que quando a minha alma foi criada recebi do lado oculto da vida eterna o meu mantra individual que ele disse ter um som que só eu podia ouvir, aguçando-me a curiosidade auditiva e as outras que normalmente vêm associadas. Soube que cada pessoa tem sete corpos, todos unidos num corpo astral onde o desejo se manifesta. Ai deus, se eu com um corpo só, já é o que é... com um desdobrado em sete eu nem me tinha nas pernas só com o desejo de que o momento da projecção astral chegasse depressa.
Ele aconselhou-me calma pois era preciso aguardar o momento em que a energia do universo – acho que era o prana, ou assim – nos bafejasse com um encantamento que eu haveria de sentir como climax. Algo novo, experiência única, coisa nunca antes vivida nem sequer imaginada.
Podem imaginar como uma mulher se sente perante estas conversas ditas em sussurro ao ouvido. É de um gajo se passar, dirão vocês...
E é!
Eu já me derretia com a expectativa do poder da arte marcial interna, o chi, de que ele falava a toda a hora e do orgone, aquela coisa que ele dizia ser uma forma especial de energia omnipotente, responsável por variantes como a cor do céu, a falha da maioria das revoluções politicas, e um bom orgasmo. Não é que me interessassem as falhas, mas se isso tinha a ver com as revoluções, estava-me bem nas tintas, o que me interessava eram as outras valências.
Concentra-te no scry – dizia-me ele, tocando-me ao de leve – pelo que eu desatei a gritar com quanta força tinha, ao que ele parece ter reagido mal porque imediatamente se levantou atirando com a almofada e dizendo que eu lhe tinha provocado uma desconcentração sensorial e que depois daquele meu grito histérico nunca mais teria o privilégio de ver o mantra dele nem sequer no dia do equinócio.
Raios partam as tretas do oculto.
Mestres? Bem me parecia que aquilo do chi e do orgone não passava de engodo! Na volta o mantra dele era insignificante e foi melhor nem o ter experimentado!
Fica uma mulher assim a ougar...
Safa! Não me meto em ocultices tão depressa!

terça-feira, julho 25, 2006

Como é bom viver no campo!


Tásse bem!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

As férias estão escaldantes! Nem apetece voltar...
Ficarei mais uns tempos à varanda.

quinta-feira, junho 22, 2006

Carta a uma amiga que anda carente


Minha querida Lúcia


É certo que o Zézinho me faz imensa falta, mas ceder-to por uns dias é a prova da minha mais sincera amizade e dedicação.
Tudo isto porque andas triste e solitária e quando procuras companhia tens o azar de só te saírem modelos obsoletos. Porém, não há nada que não tenha solução e a prová-lo aqui o tens, exímio preparador de um excelente molho branco que é, por assim dizer, a sua especialidade.
Mas não se ficam por aí as capacidades do rapaz: aquelas mãos longas que ali vês são de uma perícia sem igual quando se dedica à massa tenra ou mesmo à massa folhada, mas para essa tem de recorrer a uma gordura especial que, diz ele, não se encontra no mercado tradicional. O que é certo é que os entrefolhos da massa são assim uma coisa de fazer inveja.
Para além disso executa todos os pratos que te aprouver desejar, entre os quais recomendo vivamente as entradas, normalmente preparadas com enchidos de qualidade e os legumes mais frescos que um dia de verão pode sugerir.
No papel de Gomes de Sá esfarrapa um bocado os ingredientes, talvez seja melhor à Zé do Pipo mas podes crer que quando se arma em Bulhão Pato dá cá um tratamento à amêijoa que é de comer e chorar por mais.
Pode parecer-te tenrinho mas digo-te que vais ter uma agradável surpresa.
Só te peço que o trates bem e que o envies de volta logo que te sintas satisfeita pois a minha privação tem limites.
Desta que te estima

F.P.

Post Scriptum
Aquela questão da gordura pode ser problemática mas tens sempre a possibilidade de recorrer àquele suplemento que deixa uma bolinhas residuais...

domingo, junho 18, 2006

Ainda cá moro, mas ando a ver a bola...


Não pensem que saí de cena.

Ando muito entretida, como andam todos os portugueses neste momento...

segunda-feira, junho 12, 2006

Já nem lhes vejo a marca

Com esta angústia toda nem tenho tido cabeça para escrever as minhas crónicas. E parece que a paralisia está muito ligada a uma espécie de recessão das paixões.
Digamos que a minha decepção com o sexo oposto é tão grande que quando passo por eles já nem lhes olho para a marca.
Para arrebitar andei a ver televisão: ontem segui os discursos televisivos do 10 de Junho e hoje vi futebol. Ontem eram só velhos e hoje só mortos. Ou era ao contrário? Mas pronto, tem tudo a ver com a raça ou com a falta dela, embora me tivesse intrigado o facto da selecção angolana não ser integralmente composta por pretos mas explicaram-me que no futebol a lógica é uma coisa que falha sempre.
Dei comigo a seguir os comentários dos apresentadores para ver se aprendia alguma coisa. Ora vejam: O Miguel entrou na abertura e procurou a linha mas o Figo entregou-a ao Nuno Valente; o Tiago ainda tentou a cobertura mas não conseguiu e o Pauleta entrou-lhe pelas costas, metendo para o Figo. Um deles abriu para a entrada de Miguel, mas o outro ficou a ver o espaço sem conseguir meter para lá. Ainda ouvi dizer que o Nuno Valente fez uma entrada a abrir enquanto o Petit se preparava para movimentar qualquer coisa, mas o meu entendimento fechou-se à compreensão de tão complexos movimentos.
Aborrecida, mudei de canal. E zás, dei com um grupo de bailarinos brasileiros a beijarem-se na boca. Era para quebrar os preconceitos, dizia o encenador de uma dança hip-hop em ténis, porque as pessoas ainda são muito homófobas.
Ainda? Qual será a meta a atingir?
A minha angústia aumentou.
Continuo sem compreender os homens!

quinta-feira, maio 18, 2006

Eu... bem vestida


Eu já sabia que era bonita mas a Ivamarle ainda me deu uns retoques para melhorar a imagem...

Vamos a ver se é desta que eu encontro o homem perfeito.