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sexta-feira, outubro 12, 2007

A Fausta recomenda 2.

... nem é por nada!

é que... se calhar eu nem preciso de pôr mais na carta...

... mas os homens quando se encontram serão sempre assim?

ah, tristeza!!!

sábado, maio 13, 2006

Ando muito atarefada...

E é que ando mesmo muito atarefada.

A selecção tem-se mostrado mais difícil do que eu pensava.
Não é uma questão de indecisão. Só seria esse o problema se a qualidade estivesse de acordo com as minhas exigências.

Na verdade, o que eu queria mesmo era um homem que fosse meigo, compreensivo, ternurento, disponível, atento, bem disposto; mas ao mesmo tempo vigoroso, enérgico, impulsivo, animal; e que soubesse cozinhar, arrumar a cozinha, ver o que falta no frigorífico, fazer compras, pôr ar nos pneus do carro, lavar o carro, levar o carro à inspecção, colocar o varão dos cortinados da sala, reparar a tomada estragada, cortar a relva; mas que fosse um bom dançarino e me acompanhasse numa pista de dança e nos drinks sem perder a lucidez, para poder trazer o carro para casa; e que depois fosse suficientemente maluco para ir comigo tomar banho na praia à noite; que me desafiasse para umas férias meia dúzia de vezes por ano e aturasse as minhas neuras sem fazer má cara e sobretudo sem sugerir que os filhos dele também fossem; e que não tivesse necessidade de ir a correr fazer queixas à mãezinha e procurar colo; e que aguentasse firme quando a mim não me apetecesse fazer amor mas apenas encaixar-me no corpo dele para uma noite serena de descanso; e que soubesse falar de literatura e me acompanhasse num concerto de música clássica ou numa exposição de pintura, sabendo o que estava a ver sem fazer cara de frete; e que me contasse os sonhos ao acordar e andasse de mão dada comigo pelos jardins...

Mas o que vejo é que, para os homens, não há muito que saber.
Tudo se resume a muito pouco...



domingo, abril 30, 2006

Eles precisam é de levar no côco

Andei há dias a viajar pela blogosfera e fiquei estupefacta. Bem sei que só se fica estupefacto quando se é pouco dotado de cérebro, mas na verdade a minha especialidade é mais corpórea.
Mas dizia eu que me espantou o número de blogs que pretendem pôr os leitores a sonhar com sexo, provavelmente virtual e solitário, que ninguém anda a visitar blogs aos pares.
Pois é verdade, perdi-me neste deslumbramento bloguístico em cenas recheadas de gemidos e de provas fotográficas! Mas muito às claras e assim tão aberto de intenções que retira toda e qualquer hipótese uma pessoa normal se sentir tentada.
Fiquei a pensar que deve ser esta abertura que provoca em alguns jovens imberbes a atracção pelas minhas ligas pretas e a necessidade de procurarem contacto comigo na ânsia de virem a conhecer mulheres mais velhas. Procuram, certamente o contacto com a sabedoria que elas trazem coladinha às rugas.
E aqui vem a parte sociológica da minha reflexão.
Pensem lá comigo: estes adolescentes têm mães jovens, tias jovens, avós jovens... ou mesmo pais jovens, que as explicações freudianas funcionam para os dois lados como se comprova cada vez com mais propriedade.
Como é que eles podem usufruir, algum dia, da sabedoria de uma mulher madura se à sua volta toda a gente faz tudo para se manter jovem no aspecto e nas atitudes?!
Além de que estes meninos nunca ouviram um não, porque um não é sempre um trauma, como todos sabemos e apregoamos, esforçando-nos por nunca negarmos aos filhos aquilo que nos negaram a nós.
Aliás só os tribunais é que usam uma sabedoria fora de moda para nos chamarem a atenção acerca do efeito benéfico de umas boas palmadas, já que os pais deixaram de o fazer, as escolas deixaram de o poder fazer e o facto é que a necessidade parece existir. Logo, os pobres jovens precisam tanto de levar no côco que não perdem uma oportunidade de conhecer uma mulher mais velha que se assuma como a sua Dona e os obrigue a latir que nem cachorros aluados, enquanto lhes dão violentos puxões no couro da trela.
Foi por isso que o relato da minha experiência de BDSM, contada aqui com pormenores genéricos, chamou ao meu email privado uma quantidade de pobres zézinhos que andam por aí desesperadamente à procura de quem lhes dê uns tabefes para conseguirem sentir aquilo a que normalmente chamamos tesão.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Noite misteriosa

Estou profundamente atordoada.
o meu relatório pode ter saído confuso, mas podem crer que depois de Exercícios Espirituais relatados no dela as coisas poderão ter mudado muito...

Do que me lembro melhor é da contemplação da imagem do espécimen dito divino que ela publicou lá na salinha onde se chutaram trezentos e tal comentários esta madrugada. Sem sinais visíveis de divindade no deus exposto e à falta dos amigos do Adriano - esses sim de fazer crescer água na boca – decidimos que nos encontraríamos as duas para comprovar se seria moda ou não essa coisa de percentagens na capa de jornais. Seríamos nós meninas de fazer engrossar as estatísticas ou outras coisas igualmente mediáticas? Pelo sim pelo não montei-me na minha vassoura de cano grosso e fui a caminho do mundo misterioso da cenestesia. (uma vassoura sempre serve para alguma coisa...)
O que vão ler não se aproxima das reflexões filosóficas da Diva, companheira de escritas famosas mas também de certos desconsolos. Sou eu mais de coisas materiais do que espirituais, logo, não foi para mim muito fácil deitar-me naquela cama onde pairavam dezenas de outros espíritos em manifesta promiscuidade. Mais habituada a coisas prosaicas achei que iria ali estar para o que desse e viesse.
Ela diz que viu coisas, pernas a colarem-se a pernas (eu diria a empernarem), penetrações de corpo e bandeiras harmoniosamente espetadas; fala-me de cenestesias, sensações vagas internas ultranormais… e essas coisas que as mulheres pensadoras sabem dizer.
Eu por mim lembro-me daquela luz ofuscante quando ela me mostrou o sinal no mamilo e a seguir só me lembro do Santo Inácio me perguntar se era mais vontade ou mais sentimento e se o achava mais deus ou mais macaco; não sei se se referia à barba ou àquela coisa de “disse deus ao homem: não te fiz celestial nem terreno, mortal nem imortal; poderás tu próprio, pela tua vontade, tornar-te bruto irracional ou alcançar a perfeição”.
Como um santo de bruto não tem nada, pedi-lhe para me mostrar a perfeição. E ele deve ter feito algo de muito perfeito porque foi nessa altura que senti alguma coisa penetrar o meu corpo. Ora se ela diz que nós nos fundimos e eu vi claramente visto que o Santo Inácio acordou todo amarfanhado, terá sido uma tripla fusão? (diria trisão). Terão sido as courgettes que levei escondidas na palha da vassourinha para o caso de a coisa não correr bem?
Depois fiquei ainda mais baralhada com o ressonar. Não percebi se era o Finúrias ou o Manel. Ela diz que os viu mas eu (que não sou nada sem a bola de cristal que atirei ao mariconço), estava ofuscada com a luz vermelha que o outro projectou em mim e acho que não vi nada a não ser este foco que ainda me está a toldar o raciocínio.
Alguém me pode explicar o que se passou, fazendo o cruzamento dos dois relatórios?

...a recuperar!



... ainda não estou em mim.
Preciso de mais umas horas para conseguir ver a luz do dia, tal é o efeito da fusão nocturna.
Foi coisa única!

quinta-feira, outubro 20, 2005

Fábio

Eu sei que os anos vão passando e que as oportunidades vão fugindo. Miúdas há-as por aí de toda a espécie e o apelo é forte – tivesse eu vinte anos e já tinha mandado gravar uma tirinha de línguas de fogo em tons de azul ali mesmo acima das nádegas para poder usar calcinhas de cintura descida. Assim, tenho de esperar que a dieta da seiva de pinheiro faça efeito para vencer os cinco quilos que se acumularam nas coxas. Resistência heróica a dos quilos, diria mesmo; já ando a ficar sem paciência para resistir às coisitas doces que me apoquentam o serão.
É por isso que, mesmo valorizando a literatura, a poesia, a escultura contemporânea e os blogs, que uma mulher deve ser culta, tenho uma feroz preocupação com a minha imagem. Gabinete de estética, massagens, mesoterapias, dietas férreas e caminhadas pelos circuitos de manutenção de todos os parques da cidade, roubam horas à minha vida e cobertura ao meu cartão; mas esta parte não é para desenvolver que o tempo vai mau para histórias deprimentes.
É por tudo isto que não perdoo ao Fábio ter atirado com aquela frase no final da noite, depois de o ter levado a jantar e de termos dançado, em ambiente ameno, até de madrugada.
É claro que os seus vinte e seis anos lhe permitem uma resistência que eu já não tenho, mas de aparência, diz ele, nada a apontar. Então se não há nada a apontar por que me faz ainda eco a frasezinha com que se despediu pela manhã, enquanto apertava o botão das jeans junto ao corpinho escultural que deus lhe deu e se preparava para voltar a casa dos pais:
“Deve ser da idade” – disse ele.
Meu amigo, o blusão de couro vem recambiado e o resto vamos a ver.
Ó se vamos!

F.P.