
Em tempos idos escrevi aqui uns versos brincalhões mas depois
especializei-me nas rimas e na métrica até me sair das unhas um soneto,
que é coisa feita quase a martelo, por causa da cadência.
Ei-lo.
Gosto de te sentir quando amanhece
Teu corpo no meu corpo, docemente
Desfrutemos, amor, este presente
Esta doce ventura que enternece.
Assim pousado em mim, teu corpo oferece
O instante da loucura permanente
Colados, tu e eu, num beijo ardente
Seremos, meu amor, bendita prece.
Mantém as tuas mãos junto de mim
Que eu quero em teu carinho enlouquecer
Não digam que é pecado amar assim
Depois de te beijar, de te morder
É louca a sensação de não ter fim
E é longo o teu gemido e o meu prazer.
É louca a sensação de não ter fim
E é longo o teu gemido e o meu prazer.
… e é por hoje ter sido Primavera que me apetece editá-lo de novo.
Se estou a florear? É bem possível, mas como há dias confessei, estou apaixonada: só o estado da paixão é que nos faz escrever coisas assim… ou não é?
