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sexta-feira, junho 20, 2008

A codificação dos elementos


Fiquei ali a olhar para a tabela periódica exercitando a mente em invenções: Nb de nabo, Db de diabrete, Rf de refinado, Pb de púbico, Rb de rabo bem feito e … cheguei ao elemento Cu, como não podia deixar de ser.
Para afastar os maus pensamentos pus-me a ler a descrição das fórmulas, mas, ai Jesus!, não era, definitivamente, um exercício refrescante, pois o P, na lei de Stefan-Boltzmann estava indicado como a potência total irradiada por um corpo.
Num dia de calor! Caramba!
Desviei as atenções para a constante de gravitação universal (G) e para a frequência do movimento ondulatório (f), no cumprimento de onda; mas à sala onde decorria o exame não chegava a ondulação da beira-mar e o único pensamento refrescante possível era estar deitada na areia da praia com os pés na água, pois só assim a capacidade térmica mássica do material de que é constituído o corpo (c) poderia entrar nos índices de refracção (n1 e n2) previstos na lei de Snell-Descartes.
É claro que dei um nó nos cabelos quando percebi que no trabalho realizado por uma força constante (F, com uma setazinha em cima) que actua sobre o corpo em movimento rectilíneo (W=Fd co α), o d é o módulo do deslocamento do ponto de aplicação da força.
Deslocamento do ponto?
Ó Céus!!! Quando o exame acabar vou direitinha ao ginásio e fico 40 minutos naquela máquina do abre-fecha-abre-fecha-abre para rentabilizar a soma dos trabalhos realizados pelas forças que actuam num corpo num determinado intervalo de tempo (w), como manda o teorema da energia cinética.
Depois… pode ser que, considerando a 2 ª lei de Newton, a aceleração do centro de massa do corpo ajude a amplitude do sinal (A) na respectiva função.

quinta-feira, junho 07, 2007

em defesa dos direitos humanos, particularmente os meus...

Era especialista em direito internacional; foi assim que esta minha tendência para os intelectuais se viu plenamente satisfeita com a presença de um expert.
Embevecia-me a ouvi-lo falar de direitos humanos…
Reflectindo, que nisso posso gabar-me de ser super-veloz, achei que tinha ali a pessoa ideal para garantir o respeito das obrigações assumidas. Tão subitamente como reflcti… achei que ando a ser implacável face ao 12º direito - o do casamento. Quem sabe… terá acabado de despertar em mim a mulher conservadora a aguardar noivado como forma de reparação da vítima que sou eu própria.
Quer dizer, vistas bem as coisas o que eu queria mesmo era a confirmação do direito ao processo equitativo, bem me importava se existia ou não uma violação da Convenção ou se se cumpriam os prazos legais para a renovação dos mandatos.
Direito ao recurso individual, querido - foi o que lhe respondi quando ele me sugeriu que ordenasse as minhas preferências – esse para mim é o primeiro.
É claro que o direito à vida está aqui bem expresso neste meu cantinho umbilical.
É certo, ainda, que lhe ouvi dizer que defendia a proibição da escravatura e do trabalho forçado, mas quanto a isso nada a fazer que eu sou de muitas insatisfações.
E quanto à proibição de tortura… franzi o nariz: há lá coisa mais apetecível que um chicote!



segunda-feira, abril 02, 2007

A arte de bem cavalgar - lição 2.


Dizem que o cavalo é um animal pacífico mas nada voluntarioso. Ainda por cima dizem que se engana muito facilmente. Se algumas vezes chega a comportar-se como herói é sempre por medo, como alguns homens.
Mas também dizem que o preceito fundamental do ensino é pedir muitas vezes, contentar-se com pouco e recompensar muito.
Ora que treta! Estas duas afirmações comprovam o erro crasso que é aprender com base na teoria.
Se o cavalo se arma em herói em razão do medo, por que é que temos de nos contentar com pouco? É dar neles até os tornar heróis a sério! E nada de recompensas excessivas. “No pain, no gain”… ou bem que mostram a nobreza da casta ou nada! É uma questão de boa escolha, digo eu: dos mais lusitanos aos mais árabes, desde que se deixem montar com afinco, podem ser sempre bem trabalhados.
Até porque a alta escola tem exigências e o elemento base é o trabalho de duas pistas. Sim, porque ter um cavalo rigorosamente direito é uma das maiores dificuldades da equitação, de forma que o uso de duas pistas sempre permite obter um bom grau de satisfação em pelo menos uma delas.
O caso mais frequente de dificuldades é o cavalo encurvar para a esquerda, isto é, com a cabeça para a esquerda e as espáduas descaindo para a direita. Um animal nestas condições resiste à perna esquerda e à rédea direita de oposição. Para o corrigir convém insistir com o trabalho de espádua adentro para a direita, trabalho este que exige que se lhe agarre com firmeza a cabeça obrigando as espáduas a descaírem; só assim a garupa se eleva e esse pormenor é de suprema importância para o sucesso da montaria!
Mas, amigas (ou amigos, que nisto, como disse na primeira lição, a prática da equitação não escolhe sexos…), o melhor, mesmo, é encavalitarem-se num cavalo a sério e praticarem MUITO. É que montar já foi uma forma de sobrevivência mas agora é uma arte. Mais do que arte, a equitação é uma ciência viva.
O Marquês de Marialva era conhecido por montar 12 cavalos por dia quando tinha 70 anos! Já imaginaram o que é chegar aos 70 e montar uma dúzia por dia?!
Está bem de ver que o treino faz tanta falta como o pãozinho para a boca.

sexta-feira, março 30, 2007

a arte de bem cavalgar - lição 1


A quem interessar, que nisto de cavalos não podemos fazer distinção de sexos, deixo aqui recomendações muito importantes que fazem parte da arte de bem cavalgar. (chamo particular atenção a quem teve a ousadia de questionar o meu desempenho...)
Em equitação, como em todas as artes, há indivíduos que nascem dotados de uma habilidade rara e outros que não servem nem para alçar a perninha. Não é que manejar um cavalo seja coisa difícil, mas sempre é mais complicado do que guiar um automóvel ou um avião, digo-vos eu. Mas calma… também é mais emocionante porque estamos a lidar com um ser vivo, dotado de vontade própria, de personalidade e de iniciativa…
É preciso, contudo, usar das máximas cautelas porque eles apresentam muitas manias mas nada que um bom treino não corrija.
Por exemplo as ancas do cavalo são o foco da impulsão, ao mesmo tempo que constituem um autêntico leme que efectua as mudanças de direcção. Ora é preciso ter em conta que a submissão das ancas deve ser pronta e absoluta e deve manifestar-se por uma estrita obediência às pernas de quem monta. Nada de dar abébias porque um cavalo bem ensinado é a base de um bom trabalho. Tendo em conta que o animal não reflecte, apenas procede por associação de sensações recebidas, dizem as teorias que não se deve prescindir de um treino intensivo – montar o dito numa média de pelo menos 3 a 4 horas por dia.
Como vêem, permanecer no arreio é mesmo a única forma de se tornar a coisa numa arte.
É claro que os treinos podem sempre ser realizados com o auxílio de freios equipados com barbelas. É um trabalho de chicote até que o diabo da desobediência seja exorcizado. Usar embocaduras férreas, idealizadas para provocar a dor, pode ser também muito eficaz. Contudo, a moderna equitação, baseada no conhecimento neurofisiológico do bicho, diz que quem monta torna-se parte da montada; por isso são aconselháveis as embocaduras suaves e – confiem em mim – pode-se sempre adestrar o animal sem o levar ao desespero.
Quanto ao trabalho sem estribos, apesar de muito vantajoso apresenta riscos para principiantes. É preciso uma grande dose de confiança e de flexibilidade para poder suportar o trote sem grande fadiga. Mas isso fica para uma segunda abordagem.

Esta minha primeira lição termina com uma máxima árabe que diz que
“o verdadeiro paraíso terrestre reside sobre o dorso de um bom cavalo”.

Vão por mim!!!

domingo, março 18, 2007

Em Formação


Aprendi umas coisas, podem crer.
Há lugares do mundo em que se aprendem coisas giras...
Hoje estou cansada de tanta formação; deixo os detalhes para depois...

... mas as massagens foram boas... ai se foram!!!