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sábado, julho 28, 2007

Malabarismos




Se a vida é um malabarismo?
Decerto que sim.
Mas isso de filosofar sobre a puta da vida é tão entediante que não vou agora pôr-me aqui a dizer coisas e mais coisas que toda a gente sabe.
Prefiro contar como foram estes dias passados com o malabarista – uma divertida maneira de passar o tempo. Ele falava naquilo da integração corpo-mente e não me parece que tenhamos ficado muito aquém. Desde eventos para empresas a festinhas familiares fizemos de tudo. Serviu-se sempre das diversas partes do corpo, principalmente das mãos, mas também dos pés, dos braços e da cabeça. Querem coisa mais completa?

Do contacto próximo com a arte concluí que não se deve ter medo de tentar; e se não funcionar da primeira vez, não se desiste e tenta-sede novo e de novo. É este o conselho que posso dar-vos.


Como foi?

Foi bom porque meteu muita destreza, muita devoção e sobretudo muitas bolas. Todas manobradas com exímia perfeição e um cuidado extremo.
Se gostei?
Digamos que sim, mas confesso que já andava um pouco enfastiada. Vou agora à procura de formas mais anatómicas!


quinta-feira, maio 03, 2007

I'll be back


... foram só problemas técnicos.
estarei de volta logo que eles estejam resolvidos.

sexta-feira, março 02, 2007

a floresta (quase) encantada...


Ainda estou meio atordoada com a conversa do Juventino Carvalho. Prometeu levar-me a ver as piceas, mas que acautelasse os pelos esparsos das do Norte, que os raminhos eram jovens. Adoro coisinhas que, não obstante serem tenras, têm os gomos pontiagudos, mas mesmo assim sugeri-lhe um exemplar mais robusto, dado que a minha energia estava em alta, pois com tantos dias secos fazia-me falta espairecer entre os troncos. Aquela pinha romboidal de ápice truncado não fazia as minhas delícias.
Levou-me então em direcção à picea orientalis, cujos ramos densamente peludos já faziam alguma vista. De facto engracei com as pinhas oblíquas, levemente apupuradas, de escamas arredondadas. E nem vos digo o meu entusiasmo quando me falou na casearia gossypiosperma . O quê? Sim, o pau-de-espeto! Mas aqui na mata, perguntei-lhe? Humm, talvez só no Brasil, mas da parte teórica sei tudo…
Não, por favor!, teoria não, ao menos mostra-me o cupressus , o massaroco, o buxo, o choupo-negro, o ranúculo, o piorno, mas nada de plantas prostradas, só daquelas de haste carnuda e de caule lenhoso, que eu sou adepta da biodiversidade mas tenho as minhas preferências! Coníferas? Ora essas não! nem as angiospermas nem as púnicas, por amor de deus. Femininas só as phoenix.
O Juventino, que conhecia bem a dinâmica da floresta, esmerava-se para que o uso dos produtos não implicasse a sua exaustão. Dizia-se adepto do desenvolvimento sustentável e por isso era preciso espetar muitos troncos. O mundo não pode acabar, dizia ele.
É claro que não, muito menos agora que estamos rodeados da natureza viva!
Que mundo aquele!
A qualidade da matéria-prima envolvente merecia um processamento a condizer por isso quando ele me perguntou se a minha corola preferida era das personadas, com limbos divididos em dois lábios, disse-lhe: alto lá!, então a definição de arvore não é a de uma coisa permanentemente lenhosa e de grande porte? Então para quê andar com rodeios?
Para mim a questão tinha mais a ver com a conexão entre o caule e a folha: se fosse caduca estava excluída; se fosse persistente já a coisa soava de outra maneira, especialmente se fosse de pecíolo não côncavo nem achatado na parte superior. É que há pormenores de grande importância para que a ascensão da seiva bruta se dê sem problemas; só assim o limbo se tornaria viçoso.
Já me estava a chatear tanta conversa... porém, o que me agradava mais era prosseguir o passeio por entre aquela humidade natural do arvoredo.

As expectativas aumentavam...

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

passeando pela floresta...

eu nem tenho tempo para escrever... isto é cá uma aprendizagem!!!

Sabem o que é isto?




pois fiquem sabendo que é uma picea abies.

Até mais ver... que a floresta espera por mim...



sábado, fevereiro 24, 2007

No experimentar é que está o ganho




Espero que não tenham estranhado esta minha ausência mas é que tive de passar à fase empírica para comprovar algumas dúvidas.
Não foi mau! Mas de tanto canalizar as atenções para a verificação das hipóteses, a experimentação foi quase laboratorial e isso resulta sempre numa postura demasiado científica, percebem?
E depois eu precisava de alargar a amostra para que os resultados pudessem ser relevantes. Muito tempo gasto nestas andanças e uma mulher não é de ferro!
Primeiro andei a ler sobre o método experimental e deduzi que as experiências costumam ser feitas com animais… só que eu não queria entrar por aí… por via da contestação social, embora pudesse chamar ao texto alguns testemunhos de verdadeiras acrobacias equestres, de fantasias emplumadas, de garras felinas sobre a minha pele ou de lambedelas de cachorros nos dedos dos pés. Há de tudo, até rastejantes serpenteando-se para chegar à presa, ou cobaias a pedirem para serem testadas… embora os verdadeiros mamíferos tivessem sido sempre os da minha preferência.
Porém o que me fixou a atenção foram os caules: desde que um tal engenheiro agrónomo me disse que era costume deles espetarem o pau e ficar a vê-lo crescer, não parei as minhas pesquisas para tentar saber quais são as espécies que crescem em menos tempo e quais são as espécies retardadas; quais as que oferecem mais resistência e as que se quebram com um apertão forte ou mesmo as que murcham sem explicação aparente.
E… vejam só: caules angulosos, compridos, bojudos, cilíndricos, cónicos, estriados, sulcados…

Está decidido – vou à procura de guarda florestal para aprofundar os meus conhecimentos nesta matéria.


P.S. ah... já me esquecia! Eles não fingiram, na generalidade. Aquela matéria é demasiado sensível para ser comandada por um esforço de vontade. Houve, contudo, os que confessaram que às vezes abreviam para ver se a coisa acaba depressa. Mal sabem eles que nós ainda abreviamos mais...