Mostrando postagens com marcador os desejos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador os desejos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, abril 08, 2009

O Náufrago



Encontrei-o no areal pela manhãzinha, assim sem energia, desfalecido e debilitado.
Estou a recuperá-lo com muitos mimos e caldinhos, pois esteve muito tempo sem comer e não posso dar-lhe comida forte.
O pior foi deslocá-lo, por causa da robustez.
Ainda não fala.
Se as coisas correrem bem, este ano não devo ir de férias.
Aguardo as melhoras.



domingo, fevereiro 15, 2009

Voltei


Palmilhei mundos, conheci gentes, bebi todas as espécies de chazinhos, suportei bons e maus aromas, bons e maus paladares, enchi a alma das mais variadas e melodiosas vozes, dancei ao ritmo de um nunca mais acabar de corpos, assoei o ranho a crianças mal vestidas, provei o sal dos mares mais distantes, repousei o corpo cansado em camas perfeitas e outras desfeitas, encontrei-me em longos céus, ajudada por tripulações de homens lindos e prestáveis, mas sempre muito profissionais: deseja tomar chá?
Aventurei-me por becos mal frequentados, fui assediada e assediei, pernoitei em hotéis de cinco estrelas com piscinas aquecidas e demolhei as mágoas em águas aromatizadas de jasmim. Vi o pôr do sol nos mais longínquos quadrantes e a aurora nas janelas de quartos coloridos.

E voltei.
Cansada de tanto ver e de nada ter.
A precisar de mimos, de palavrinhas doces, de actualizações e emoções menos cosmopolitas, mais brandas, mais caseiras.

Sei agora o que quero: quero um homem que seja grande, bom, enérgico, meigo, preocupado, descontraído, culto, rico, elegante, bem falante, que saiba dançar, cortar a relva, mudar as lâmpadas, que goste de um bom vinho, que conheça os melhores restaurantes, que olhe para as minhas amigas e não faça comentários nem bons nem maus, que não esteja comigo 24 horas por dia, que não se ausente por mais de 48 horas, que não ressone, que não durma na outra ponta da cama, que não me sufoque, que não tenha apneia do sono, que tome um duche todas as manhãs, que não atire caixas de chiclets vazias pela janela do carro, que não passe o fim de semana preocupado com o seu clube favorito, que resista às investidas sem queixumes, que não cheire mal dos pés, que não puxe a meia dúzia de cabelitos de uma margem para a outra da nuca, que me mime e que queira ser mimado.

Aguardo respostas.

terça-feira, fevereiro 13, 2007

para o S. Valentim

A pedido, aqui fica um pequeno contributo, em forma de celebração do dia 14 de Fevereiro...




Caríssimo S. Valentim

Fiz pesquisas no google, percorri as páginas amarelas, fui pelo firefox e depois andei de farmácia em farmácia e saí de cada uma deixando os funcionários de rosto vermelho e olhos no chão. Devem ter pensado que sou tonta, mas não, o que eu queria mesmo era um produto polivalente – multiusos, melhor dizendo – que se pudesse tomar via oral sendo gostoso, mas que pudesse funcionar como hidratante corporal, sendo guloso e ainda com propriedades de lubrificante genital, sendo viscoso. Tudo em um, sim! E de preferência com propriedades viagrais ou cialíticas especialmente se for apresentado em forma de coração vermelho vivo. Chamar-lhe afrodisíaco é denominação já gasta e banalizada por tudo o que aparece no mercado para vender sem muito esforço. Pois meu caro aqui tem o milagre: tome, prove, lamba, gargareje, espalhe, polvilhe, massage, unte, borrife, faça como melhor lhe aprouver, mas por favor deixe um frasquinho em casa de cada ser humano da sua espécie com a recomendação de que devem usar sem restrições.
A ver se é desta vez que me sai a sorte grande!

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

o cheirinho do sovaco


Fui visitá-la e olhem só o que aprendi...

Investigadores de uma Universidade da Califórnia levaram a cabo uma investigação na qual descobriram que as mulheres se excitam com o suor masculino.

E pensei cá para comigo: de facto... quando hoje apareceram cá aqueles dois a trazer a máquina de lavar nova, até ia caindo p'ró lado... Um deles pôs a máquina sobre o dorso e disse, ao entrar: "é para pôr onde?"

Foi por isso que dei comigo aparvalhada, a dizer: "pode pôr no quarto; e fique lá para a montagem!"

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Põem-me as mãos em cima ... e eu...




Foi ele que pediu.

Era para usar um conjunto de palavras e escrever um texo.
Também era para divulgar a ideia. para quem quiser colaborar.


Não sei porquê, mas as palavritas sugeridas mandaram-me logo a memória para o Mateus.


Para não o embaraçar olhei assim de relance no espelho, a fotografar-lhe as formas, enquanto hidratava a minha pele com óleos afrodisíacos. Queria que aquela noite fosse assim como… beber um café a transbordar de natas, ao fim da tarde, numa esplanada com vista para as águas da mais romântica lagoa. Uma tarde que antecipava seguramente uma noite de sexo violento, daquele que faz qualquer um perder os sentidos. Seria audácia minha, talvez não me saísse bem diante daquela figura escultural, mas o negrume que saía do vermelho da manga dava cá uma pedra à imaginação!
Só numa tela! Não era possível que a realidade me destinasse tão venturosa delícia! Uma mulher até fica atordoada com o eco que sai de uma voz assim! Eu treparia todos os degraus para lhe chegar ao cimo, porque o cimo adivinhava-se lá no topo, e eu… obcecada pelos mitos, tinha de tirar a limpo, antes da morte, a verdade da coisa.
Atrapalhada nos gestos, senti-me sem norte no momento em que ele me pôs as mãos em cima! Mas não me dei por vencida. Havia de o fazer em retalhos…






sábado, janeiro 06, 2007

Para satisfazer os meus leitores masculinos (antes que eles bazem...)


Ok. pronto, eu cedo.
Deixo aos Homens o espacinho de entertenimento, mas não me peçam para escarrapachar aqui tudo, vão lá ver!
Se tiverem outros gostos basta pedir... o que é que uma mulher não consegue?!!!
(Não pedi autorização ao dono, espero não ir presa... além de que é por boa causa. Explorem...)

domingo, outubro 08, 2006

reflectindo sobre a "cornada"...

Pediu-me para lhe fazer o curativo.
Eu? A tratar de um gajo ali, em posição de louva-a-deus, de joelhos flectidos, com o sangue a correr-lhe pelas nádegas?
Viram bem a dimensão da cornada? Ali mesmo no centro do traseiro, com a ponta a enfiar-se, aguçada, pelos esfíncteres, meu deus, só de pensar na dor até me dá náuseas.
Mandei-o logo para as urgências mais próximas, tanto me dá que sejam ali na esquina como a oitenta quilómetros, o problema é dele!
Será que aos homens faz falta a activação da adrenalina em ousadas e exibicionistas performances, só para colherem aplausos? Com cornos a espetarem-se nos esfíncteres?
Por que razão não se empenham verdadeiramente numa exibição mais íntima, mais aconchegada, com mostras de virilidade entrelaçadas com ternura e carinho?!
Podia ser apenas um momento, não interessa que as representações sejam eternas, mas um momento de entrega, de verdadeira entrega vale seguramente mais do que quinze minutos de fama com o desenlace na ponta de um corno!

Bem… já estou a lamechar e isso não faz parte da minha natureza faustosa.
Mas como compreender os homens, se eles nos fogem do abraço?

Só pode ser medo.
Um abraço feminino deve ser mais doloroso que a cornada de um touro em pontas.
Nunca vou conseguir compreender os homens!

quinta-feira, agosto 17, 2006

Homem armado, procura-se



Esta merda já dura há demasiado tempo. O quê? Ora o quê! Este fastio de tudo o que é homem e mexe.
Já se sentiram assim, já???
Já sentiram que passar por vocês um gajo ou um camião TIR é quase a mesma coisa?
Quase punha as mãos no lume: foi aquele das ciências do oculto, de certeza!
Bem, na verdade já antes andava um pouco enjoada de músculos… acho que exagerei no contorno dos glúteos quando andei por aí armada em esquisita. Quem me mandou a mim ir para o ginásio? Aquilo era paisagem a mais para uma mulher simples como eu e pronto. O dos pesos levou-me à certa, que a conversa descambou para as medidas e eu babei-me toda, mas que querem, deve ser de nascença este sentido de oportunidade que me persegue por toda a parte e me deixa sempre mal servida.
Mas digo-vos: tenho de ser mais selectiva. Madeira de contraplacado deixa sempre como resíduo uma amálgama de lascas secas que nem para acender a lareira…
Preciso de me aconselhar com quem sabe.
Pensei em ir tratar-me ao psicanalista mas receio sair-me um daqueles de mãos esguias e com ar de coisinha deslavada. Não sei o que faria eu no divã com um gajo desses!
Pensei também em ir a uma consulta do Professor Seco, a propósito de um quadradinho de papel que há dias me deixaram no vidro do carro. Mas, confesso, para seca basto eu, neste momento!
Um amigo? Que é que eu posso dizer a um amigo que ele não pense logo que estou a convidá-lo para uma desenferrujadela?

Olha, esta ‘tá boa! Uma desenferrujadela era mesmo o que eu precisava!
Vou à procura de um cavaleiro armado de ferro, mas de ferro bom, como aqueles que se faziam antigamente! Um herói com elmo, porretes, adagas e maças, não esquecendo os chuços, para a batalha ser completa.

É mesmo isso que me está a fazer falta!

P.S. Se for um daqueles bravos romanos sem chuço, desde que traga porrete e maças...

sábado, maio 13, 2006

Ando muito atarefada...

E é que ando mesmo muito atarefada.

A selecção tem-se mostrado mais difícil do que eu pensava.
Não é uma questão de indecisão. Só seria esse o problema se a qualidade estivesse de acordo com as minhas exigências.

Na verdade, o que eu queria mesmo era um homem que fosse meigo, compreensivo, ternurento, disponível, atento, bem disposto; mas ao mesmo tempo vigoroso, enérgico, impulsivo, animal; e que soubesse cozinhar, arrumar a cozinha, ver o que falta no frigorífico, fazer compras, pôr ar nos pneus do carro, lavar o carro, levar o carro à inspecção, colocar o varão dos cortinados da sala, reparar a tomada estragada, cortar a relva; mas que fosse um bom dançarino e me acompanhasse numa pista de dança e nos drinks sem perder a lucidez, para poder trazer o carro para casa; e que depois fosse suficientemente maluco para ir comigo tomar banho na praia à noite; que me desafiasse para umas férias meia dúzia de vezes por ano e aturasse as minhas neuras sem fazer má cara e sobretudo sem sugerir que os filhos dele também fossem; e que não tivesse necessidade de ir a correr fazer queixas à mãezinha e procurar colo; e que aguentasse firme quando a mim não me apetecesse fazer amor mas apenas encaixar-me no corpo dele para uma noite serena de descanso; e que soubesse falar de literatura e me acompanhasse num concerto de música clássica ou numa exposição de pintura, sabendo o que estava a ver sem fazer cara de frete; e que me contasse os sonhos ao acordar e andasse de mão dada comigo pelos jardins...

Mas o que vejo é que, para os homens, não há muito que saber.
Tudo se resume a muito pouco...



terça-feira, abril 18, 2006

O que me faz falta é um Homem do AKI


Mas por que é que as coisas nunca são perfeitas?
O cozinheiro especializou-se nas espetadas mas só lia manuais de cozinha; o matemático sabia de integrais mas não conseguia chegar ao valor máximo da curva de gauss; o empresário tinha papel mas até feria os tímpanos quando conjugava os verbos; o massagista não tinha outras referências que não fossem as musculares; o pianista só tinha mãos para as teclas, no resto era um bloco de gelo; o Rebelo Tinto conseguiu cravar-me a verba suficiente para a sua primeira edição, sem dar nada em troca; o luso-francês não saía dos chats dia e noite; e eu a sustentá-lo; o filósofo era o máximo nas reflexões mas tresandava a vinho tinto; o Dani era vigoroso mas a voz tinha um tom metalizado, o que fazia com que nas situações mais íntimas me sentisse a bater latas; o Fábio até fazia dó, de tão tenrinho; mas não foi por isso, teve azar com aquela tirada filosófica a lembrar-me que podia ser mãe dele; o Julião sabia ritmos africanos de ir aos céus, mas não atinava com as letras; o Natalino… bem o Natalino pode voltar na próxima quadra, mas já sei que é para lhe voltar a pôr os cornos porque o seu sonho era ser rena.
É assim: os intelectuais são excessivamente efeminados, quando não descaem mesmo para o frouxo; os mais destros de mãos têm a mente travada; os mais jovens têm a fixação das mulheres maduras mas aquilo é um ver se te avias, os mais velhos ou são barrigudos ou ressonam. E uma mulher quer um homem para lhe fazer um furo ou para lhe reparar uma canalização e nada!
Não quero dizer que nada valha a pena; aqui onde me vêem não posso dizer que tudo correu mal. Mas falta qualquer coisa…

Que me resta? Desistir?
Humm… acho que vou à procura dum Homem do Aki.

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Ai se eu pudesse!!!


Eu só queria que isto funcionasse com certos homens!

O que é que vocês faziam, se pudessem?