
Eu explico.
Esta ausência foi apenas uma questão de fé. A aproximação do 13 de Maio faz milagres nas pessoas e a vista das centenas que caminhavam estrada abaixo com os pés cheios de bolhas e as varizes a estoirar foi a verdadeira revelação.
Meti-me a caminho. Pedi o cajado emprestado a um dos peregrinos mais robustos e peregrinei entre os demais durante dias de cheiro a sovaco e a um chulézito suplementar. Valeram-me os bons tratos de uns rapazes bastante voluntários que estacionavam nos postes (ou postos?) e massajavam as pernas de quem chegava.
Houve um dia em que ainda me pus a jeito várias vezes para uma massagem que chegasse à cervical (eles começavam pelos pés) mas a fila atrás de mim já ia longa e o rapaz de serviço naquele dia e naquele posto não era dos mais voluntários.
O que me custava mais era o roçar do entre-pernas, que uma mulher em marcha dias seguidos acaba por ficar toda assada e não há unguentos que safem a coisa.
Triste fim, digo-vos eu. Era a derradeira tentativa para compreender os homens e uma vez junto ao tronco de azinho não sairia dali sem uma resposta divina.
Porém, no dia exacto acabou-se tudo. Umas boas centenas de moços com coletes fluorescentes em cordão de mãos impediam-me a entrada dizendo que estava a lotação esgotada.
Ora que gaita! Eu cheia de boas intenções e lá tive de voltar para casa sem resultados e, pior do que tudo, outra vez a pé e sem outra companhia que não fosse o cajado.
Esta ausência foi apenas uma questão de fé. A aproximação do 13 de Maio faz milagres nas pessoas e a vista das centenas que caminhavam estrada abaixo com os pés cheios de bolhas e as varizes a estoirar foi a verdadeira revelação.
Meti-me a caminho. Pedi o cajado emprestado a um dos peregrinos mais robustos e peregrinei entre os demais durante dias de cheiro a sovaco e a um chulézito suplementar. Valeram-me os bons tratos de uns rapazes bastante voluntários que estacionavam nos postes (ou postos?) e massajavam as pernas de quem chegava.
Houve um dia em que ainda me pus a jeito várias vezes para uma massagem que chegasse à cervical (eles começavam pelos pés) mas a fila atrás de mim já ia longa e o rapaz de serviço naquele dia e naquele posto não era dos mais voluntários.
O que me custava mais era o roçar do entre-pernas, que uma mulher em marcha dias seguidos acaba por ficar toda assada e não há unguentos que safem a coisa.
Triste fim, digo-vos eu. Era a derradeira tentativa para compreender os homens e uma vez junto ao tronco de azinho não sairia dali sem uma resposta divina.
Porém, no dia exacto acabou-se tudo. Umas boas centenas de moços com coletes fluorescentes em cordão de mãos impediam-me a entrada dizendo que estava a lotação esgotada.
Ora que gaita! Eu cheia de boas intenções e lá tive de voltar para casa sem resultados e, pior do que tudo, outra vez a pé e sem outra companhia que não fosse o cajado.
Pensei assim: ou vai ou racha. Se a fé, quando se trata do ir, não dá frutos, apostemos no vir.
E agora?
É esperar, meus amigos… é esperar para ver!
E agora?
É esperar, meus amigos… é esperar para ver!
E para recuperar um pouco, porque estou verdadeiramente nas lonas!!!


